Passeio/Convívio dos Colaboradores do CIC 2019

CIC
08-07-2019

Com o aproximar do final de mais um ano letivo, o Colégio Internato dos Carvalhos reuniu os seus colaboradores docentes e não docentes para um passeio/convívio.

 

Este momento, que há muito tempo é “tradição” no CIC, tinha sido interrompido nos últimos anos. No entanto, no ano letivo 2018/2019, o CIC decidiu retomar esta iniciativa, pois é um momento fundamental de confraternização, de fortalecimento dos laços entre todos os colaboradores.


Neste sentido, no dia 5 de julho, logo pela manhã, deu-se início ao passeio/convívio dos colaboradores do CIC 2019. A primeira paragem foi na Barragem do Alto-Lindoso, situada no Minho, no Concelho de Ponte da Barca, mesmo no coração da Serra Amarela. Foi aí que todos pudemos passear o nosso olhar pelo céu estrelado a mais de 300 metros de profundidade, daquele que é o mais potente centro hidroelétrico instalado em Portugal.


Depois de percorrido, ainda de autocarro, um túnel de quase 2Km (1780 m), consegue-se chegar ao “cérebro e o músculo” da barragem. Tudo aqui é “gigantesco” - a construção da Barragem do Alto-Lindoso chegou a ter 1500 trabalhadores nos estaleiros e, já concluída, mais de uma centena de funcionários no controlo da mesma.


Segue-se a entrada numa enorme galeria escavada na rocha. Sentimo-nos pequenos ao olharmos para o teto a mais de 20 metros. Reduzimo-nos a uma escala minúscula frente às duas válvulas que controlam a entrada de água. Cada uma pesa mais de 900 toneladas e um parafuso pesa 70 quilos. Cada uma destas válvulas culmina um poço de carga de água que cai, a pique, mais de 270 metros, desde a bacia da barragem. Cada uma destas válvulas traz um caudal normal de produção de 125 mil metros cúbicos - daria para encher uma piscina olímpica a cada dois segundos.


Chega-se à sala que transforma a energia mecânica em elétrica, a central propriamente dita, onde estão as turbinas que recebem o fluxo de água dependendo da potência necessária para consumo.


Descem-se e sobem-se escadas metálicas, transpõem-se galerias onde as diferenças de pressão criam verdadeiros túneis de vento. Espreita-se para as galerias com a escala de catedrais. Desemboca-se numa sala pejada de grossas tubagens pintadas de amarelo onde passa eletricidade. Há milhares de cabos dentro destas tubagens. Irão ao encontro da superfície, até à subestação, onde os 18 mil volts serão elevados a 400 mil volts. A eletricidade produzida no Minho pode ser distribuída, por exemplo, no Algarve. Há perdas pelo caminho, logo a necessidade de elevar a potência.


Chega-se ao último capítulo da visita. A Nave, ou a casa das máquinas onde os terminais captam “todos os sintomas do equipamento”. Um espaço com uma beleza ímpar. A sala assume contornos de gare, espaço onde, inclusivamente, já decorreram espetáculos musicais. Há mármores e um teto a duas dezenas de metros de altura. Neste, centenas de luzes embutidas simulam o céu. Não um firmamento qualquer, o que o arquiteto aqui deixou são as constelações do Hemisfério Norte na época em que a Barragem foi construída (1993). Uma sala que tem, também, como objetivo criar um ambiente descontraído para quem aqui trabalhava muitas horas sob a montanha.


Depois, chegou o momento de rever a luz do dia. Para os funcionários, há um atalho: o poço do elevador que termina no edifício de comando, mais de cem metros acima. Na época da construção da estrutura, era o mais rápido da Europa e o segundo do Mundo, sendo apenas ultrapassado pelo CN Tower em Toronto, no Canadá.


Para nós, visitantes, não há atalhos. Esperam-nos os 1780 metros de caminho até à grande boca do túnel e ao ar revigorante da montanha. Foi uma visita que perdurará nas nossas memórias…


A visita abriu o apetite. Da Barragem do Alto-Lindoso até à vila de Soajo, já no Concelho de Arcos de Valdevez, é uma curta viagem. A paragem seguinte foi no Restaurante Saber a Borralho onde se “aconchegou o estômago”.


É nesta pequena vila que se podem visitar os “famosos” espigueiros comunitários erigidos sobre uma gigantesca laje granítica.


“É impossível não reparar que, nas enormes lajes de granito, situadas no centro da vila de Soajo, sobressaem os 24 espigueiros de granito, que são uma das maiores atrações turísticas desta região.


A chamada Eira Comunitária do Soajo tem 24 espigueiros com vista para a serra e montes verdes. Apesar de serem de alturas diferentes, um dos mais antigos é datado de 1782. Desde 1983 que o conjunto de espigueiros do Soajo está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico).


Os espigueiros eram (e ainda são) utilizados para secar o milho. São colocados em sítios estrategicamente mais altos para que os animais não comam o sustento das populações. Para afastar os roedores, que conseguiam trepar, instalaram de forma astuta umas rodas também de pedra.


As paredes dos espigueiros têm pequenos rasgos para o ar circular entre as espigas, que vão ficando empilhadas no interior e, no cimo, têm uma pequena cruz que mostra a devoção das populações e o pedido de proteção divina para os seus cultivos. Ainda hoje alguns destes espigueiros são usados pela comunidade local.”


Após o almoço, esta visita aos espigueiros foi um excelente momento de convívio, de descontração e de partilha entre todos.


A última paragem antes do regresso ao CIC foi em Arcos de Valdevez – “Arcos de Valdevez pode ser considerada uma pequena caixa de sedução, encravado no Vale do Vez, Arcos conserva todo o encanto característico do Alto Minho: paisagem verde, frescura abundante, arquitetura solarenga e um rio que espalha a vaidade de toda uma vila carregada de História.


A Terra de Valdevez e as suas gentes mergulham raízes no tempo longínquo. Franjeada pelo poético Lima, sulcada ao meio, e de ponta a ponta, pelo idílico Vez que lhe dá o nome, abeberada, em muitas direções por saltitantes e cristalinos ribeiros, caprichosamente moldada pela natureza, ora em montanhas de empinado recorte, Soajo e Peneda, e extasiantes miradouros, ora em preguiçosas encostas em que amadura o vinho e sonolentas várzeas onde cresce o pão.


Por todo o concelho abundam as seculares casas senhoriais, as torres e pontes medievais e uma história, os templos de todos os estilos, as romarias sem conta e de muita tradição.”


Como se costuma dizer numa linguagem mais popular “o que é bom acaba depressa”, e, às 18h00, o autocarro partia - ficam os momentos vividos ao longo deste dia: conhecimento, cultura, alegria, convívio, boa disposição, camaradagem, entreajuda, respeito e UNIÃO. São estes momentos que devem permanecer entre todos os colaboradores do CIC para continuarmos a ser “uma Escola de Pessoas com Projetos de Vida com Sentido”.


Boas férias para toda a Comunidade CIC!

 

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